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CIMU SICÓ – Centro de interpretação e Museu da Serra de Sicó

Entidade Promotora: Município de Pombal
Valor da Adjudicação: 2.169.776,97€
Prazo de Execução: 480 dias | Consignação: 12/10/2020
Projetista: Inplenitus – Arquitetura e Soluções, Lda
Empreiteiro: Soteol – Sociedade de Terraplanagens do Oeste, Lda
Fase: em execução

 

Pombal constrói centro de interpretação e museu da Serra de Sicó

 

Localizado numa zona privilegiada na Serra de Sicó, na aldeia de Poios, Freguesia da Redinha, o CIMU SICÓ – Centro de Interpretação e Museu da Serra de Sicó, será um equipamento polivalente, que reunirá diversas valências e apoiará diversas atividades no sentido de concretizar a nível local, alguns objetivos da Estratégia Nacional do Desenvolvimento Sustentável e da Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Surge como um espaço que apoiará a realização de projetos e atividades de educação ambiental e de desportos de natureza, bem como a promoção de valores naturais associados ao Sítio Sicó-Alvaiázere como fatores endógenos de desenvolvimento e de valorização regional e local.

PROJETO

O projeto, de autoria da Inplenitus – Arquitetura e Soluções, Lda., apresenta-se como uma estrutura onde sobressaem três volumes circulares, forma associada à natureza e aos antigos “depósitos de água”, que tantas vezes pontuaram a nossa paisagem. O projeto desenvolve-se a partir da plataforma existente no local, sendo grande parte da estrutura “camuflada” pela reposição da forma original do terreno.

Assim, cria-se uma bolsa de receção aos visitantes, envolvida pelo terreno e parte do edifício. Neste espaço, que contacta diretamente com a zona de entrada e com o museu, o visitante tem uma perceção direta das formas que compõem a estrutura.

A criação da já referida bolsa que dá acesso ao edifício e se “esconde” através do perfil do terreno remete para a ideia da exploração e descoberta.

A partir daí, tem-se acesso à entrada do edifício, onde se desenvolvem todos os espaços, sendo que a zona dos quartos e camaratas são reservadas para o segundo piso, com maior usufruto de luz solar e com saída direta para o exterior.

No piso térreo localizam-se os espaços dedicados à cultura e aprendizagem, beneficiando sempre de pátios interiores que permitem a entrada de luz natural.

A estrutura do edifício é em betão armado e as paredes exteriores em tijolo, duplas com isolamento térmico. Houve uma preocupação em isolar termicamente todo o edifício, evitando pontes térmicas para garantir o conforto. Todos os vãos têm corte térmico.

A escolha da pedra vidraço de moleanos como material de revestimento exterior, prende-se com a integração da estrutura na zona em que se insere e que ao longo do tempo adotará uma expressão cada vez mais enraizada na paisagem. Da zona mais alta da paisagem, onde se encontra a Igreja de Nossa Senhora da Estrela, estes volumes são vistos como pequenos jardins circulares, com plantas da região, uma vez que todas as coberturas se apresentam ajardinadas, assumindo-se como corpos que fazem parte do terreno e vegetação local, tornando-se uma marca da paisagem existente.

Os revestimentos interiores foram escolhidos tendo em conta a resistência ao desgaste, a facilidade de limpeza e o conforto.

Os materiais e formas a utilizar na definição da imagem do edifício são uma referência às tradições locais e também geram uma integração harmoniosa na envolvente existente.

Em 2014, foi lançado um concurso para a construção da obra, que viria a ser mais tarde suspensa para alteração do projeto quando estavam executados cerca de 543 mil euros, contemplando novas oportunidades programáticas. Nomeadamente, reconfiguração de espaços de arrumos, gabinetes e de arquivos de forma a aumentar o espaço expositivo; Aumento do espaço de receção para criação de espaço de promoção e venda de produtos locais, endógenos e de promoção turística; Criação de novo acesso exterior e de áreas de lazer em cobertura para reforço da autonomia do espaço de restauração e de alojamento; Atualização de espaços para introdução da unidade de alojamento no circuito de “Bike Hotel”. E Reconfiguração dos espaços de auditório para albergar inovador sistema de projeção 4D;

Em 2020, após novo concurso público, foi adjudicada uma nova empreitada, por 2.169.776,97€ à empresa Soteol – Sociedade de Terraplanagens do Oeste, Lda.

 

MAQUETE INTERATIVA

O complexo acolherá uma maqueta interativa do Concelho de Pombal e do Maciço Calcário da Sicó, e do Sistema de Comunicação de Informação Geográfica (SCIG), com um enquadramento retangular com 4793 x 4577 mm.

 

 

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