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Assinatura de protocolo – Pombal e Soure abertos à partilha de recursos para o tratamento de águas residuais

assinatura do protocolo de cooperação com a Câmara Municipal de Soure

Assinatura de protocolo – Pombal e Soure abertos à partilha de recursos para o tratamento de águas residuais

Os Municípios de Pombal e de Soure assinaram um protocolo de cooperação com vista ao estudo das soluções técnicas e financeiras para a interligação dos sistemas de tratamento de águas residuais dos dois municípios, nomeadamente das suas populações geograficamente mais próximas.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Pombal, este é o caminho que deve ser seguido para uma boa gestão dos recursos públicos existentes, sendo, na sua opinião, um dever dos Municípios contribuírem para colaborar com os restantes concelhos, quando necessário

Para Diogo Mateus “não podemos viver num país nem num território que acha que deve ser credor da colaboração de todo o espaço europeu, que até hoje é muito mais contribuinte de Portugal, do que Portugal é contribuinte deste espaço”, para depois, segundo o autarca, “acharmos que essa solidariedade termina nas portas do nosso concelho”. “Não actuará bem quem julga que é credor dessa solidariedade e depois entende que, tendo o seu problema resolvido, não se interessa com os problemas dos outros”, afirmou o edil.

É por isso que o autarca de Pombal entende que “vivemos num século diferente, num século que reclama este tipo de colaborações”, em que os territórios munidos de equipamentos capazes de servir as populações de dois concelhos, não deverão ficar limitados a servir uma só população:

“Damos aqui um passo em que concretizamos a capacidade de realizar em conjunto o aproveitamento do Património que, sendo público e se puder ser usado por 55 mil cidadãos, não será usado apenas por 20 mil”, afirmou Diogo Mateus, reforçando a poupança dos custos e a racionalização de uma operação deste género, com preços mais baixos para os cidadãos.

Para Mário Jorge Nunes, Presidente da Câmara Municipal de Soure, a assinatura do protocolo é “um acto que dá continuidade às práticas de boa gestão autárquica e de boa vizinhança”, que, ressalva o autarca, “não são de hoje ente os dois municípios”.

Realçando a importância que o protocolo agora assinado tem para o Município de Soure, Mário Jorge Nunes caracteriza o acto como “uma questão fundamental em termos de estratégia de desenvolvimento, sustentabilidade e de operacionalidade”, referiu.

Segundo o autarca, “esta estratégia é para nós salvaguarda da bacia Hidrográfica do Anços”, com o claro objetivo de manter este rio “durante um grande período de sustentabilidade como um rio limpo”, disse, realçando a importância da Bacia Hidrográfica do Anços para a piscicultura, em termos de ambiente, em termos agrícolas e em termos de consumo de água para consumo dos humanos e dos animais.

A cerimónia de assinatura do protocolo entre os dois Municípios decorreu na Nascente do Ourão, local que, segundo os autarcas, “deve ser preservado e acarinhado pelos dois concelhos”.

 

O protocolo de cooperação

O protocolo de cooperação entre os Municípios de Pombal e Soure tem em vista o tratamento das águas residuais da Redinha e de alguns aglomerados de zona de fronteira a norte da freguesia da Redinha/Bacia Hidrográfica do Anços e ainda alguns lugares da Bacia Hidrográfica do Arunca (Simões, Lourenços, Casal do Justo, Casais da Misericórdia e Bonitos, do concelho de Soure).

A solução a implementar tema ainda como objetivo deixar de utilizar o rio Anços como destino final de todos os efluentes domésticos que são produzidos nesta bacia hidrográfica, com a possibilidade da construção de duas estações elevatórias, uma a jusante de Redinha, na zona de Marco do Sul/ Figueirinha e outra na zona de Simões. Previstas estão ainda as condutas elevatórias que vão assegurar o envio das águas residuais para a ETAR de Almagreira.



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