| História de Pombal - O Marquês de Pombal |
| Resumo Histórico | Marquês de Pombal |
Relação de Pombal com o Marquês depois da sua morte Envolvido no hábito de S. Francisco, de que era irmão terceiro e com as insígnias da Ordem de Cristo, o seu corpo foi transportado para o Cardal, onde decorreram solenes exéquias dirigidas pelo bispo de Coimbra. Os seus restos mortais, permanecerão no Convento até 1856, altura em que é trasladado para a Igreja das Mercês, por iniciativa do 5º Marquês de Pombal. No entanto, os seus restos mortais ainda sofrerão com a 3ª invasão francesa. Segundo o jornal local "A Defesa": "a soldadesca transformada a egreja de Santo Antonio do Cardal em caserna, vendo ali o tumulo do grande homem que foi o marquez de Pombal, levada talvez pela esperança de, no sarcophago do grande estadista, poder encontrar alguns valores, não hesitou em profanar a ultima jazida (...). O tumulo foi aberto, ou melhor arrombado, a ossada dispersa pelo pavimento da capella, sendo preciso, para que maior não fosse a profanação, que Massena accorresse a ordenar se juntassem as ossadas e de novo fossem recolhidas ao tumulo profanado. E a seguir, para que tão repugnante scena não fosse repetida, deixou junto do local e por escripto, esta ordem que foi acatada: - Respectés s' ce tombeau (...) Segundo ainda o citado jornal, o caixão ficou, no entanto inutilizado: "e necessário se tornou arranjar outro que guardasse tão nobres, quanto honrosos restos, que hão de ser sempre uma glória para este nosso paíz" Depois de feita a trasladação do corpo do Marquês para Lisboa, manteve-se o caixão em Pombal: "e os Pombalenses, considerando que essa reliquia devia ter para elles um grande valor, e como na egreja tinham sempre estado os restos do glorioso Marquez, pensaram em dar ao caixão a honra do logar então ocupado pelo dono: a egreja e assim o fizeram" Em 1909 estalará a polémica pela retirada do caixão da igreja para a sacristia: "(...)Porque foi retirado o caixão do local onde estava e onde todos o podiam visitar sem andar de canto em canto em busca da tal reliquia? (...) E depois, qual foi a resolução camararia que auctorisou o sr. conego (Andrade) a fazer a mudança e a despeza em asseiar o novo local onde se diz estar agora? Não se sabe. Melhor teria sido que o liberalismo do sr. conego lhe tivesse aconselhado o não ter tirado o caixão d' onde estava, para o atirar para o lixo da sachristia." Em 7 de Novembro de 1910 a Câmara Municipal decide finalmente recolhê-lo no seu Arquivo. Os restos mortais de Sebastião José de Carvalho e Mello serão trasladados em 1923 para a Igreja da Memória, por iniciativa do 5º Marquês de Pombal e através de uma comissão a que presidia o maçon Borges Grainha. Em 1907, por subscrição pública, é construído o busto do Marquês de Pombal, que se encontra no Jardim Municipal da nossa Cidade. Em 13 de maio de 1982, por ocasião do II Centenário da morte do Marquês, a Câmara Municipal de Pombal inaugurou oficialmente o único Museu mundial dedicado à figura e obra do grande estadista. A influência de Sebastião José de Carvalho e Mello em terras de Pombal |