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História de Pombal - O Marquês de Pombal

Resumo Histórico | Marquês de Pombal
 

Relação de Pombal com o Marquês depois da sua morte

O Marquês de Pombal morreu na sua terra de adopção em 8 de Maio de 1782, como consta na declaração do seu assento de óbito: "Aos oito dias do mez de Maio de mil sete centos outenta e dois faleceu da vida presente com todos os sacram.tos o Ex.mo Sebastiam Jose de Carvalho e Mello Marques de Pombal casado com D. Lianor Ernestina de Daum moradores nesta V.a de Pombal. Seu corpo foi depositado na capela da ordem terceira da Igr.a do Convento de S. Fran.co de N. Sr.a do Cardal desta V.a de que fis este termo q. asignei era e dia ut supra vigrº Francº Miz"

Envolvido no hábito de S. Francisco, de que era irmão terceiro e com as insígnias da Ordem de Cristo, o seu corpo foi transportado para o Cardal, onde decorreram solenes exéquias dirigidas pelo bispo de Coimbra. Os seus restos mortais, permanecerão no Convento até 1856, altura em que é trasladado para a Igreja das Mercês, por iniciativa do 5º Marquês de Pombal.

No entanto, os seus restos mortais ainda sofrerão com a 3ª invasão francesa. Segundo o jornal local "A Defesa": "a soldadesca transformada a egreja de Santo Antonio do Cardal em caserna, vendo ali o tumulo do grande homem que foi o marquez de Pombal, levada talvez pela esperança de, no sarcophago do grande estadista, poder encontrar alguns valores, não hesitou em profanar a ultima jazida (...). O tumulo foi aberto, ou melhor arrombado, a ossada dispersa pelo pavimento da capella, sendo preciso, para que maior não fosse a profanação, que Massena accorresse a ordenar se juntassem as ossadas e de novo fossem recolhidas ao tumulo profanado. E a seguir, para que tão repugnante scena não fosse repetida, deixou junto do local e por escripto, esta ordem que foi acatada: - Respectés s' ce tombeau (...) Segundo ainda o citado jornal, o caixão ficou, no entanto inutilizado: "e necessário se tornou arranjar outro que guardasse tão nobres, quanto honrosos restos, que hão de ser sempre uma glória para este nosso paíz"

Depois de feita a trasladação do corpo do Marquês para Lisboa, manteve-se o caixão em Pombal: "e os Pombalenses, considerando que essa reliquia devia ter para elles um grande valor, e como na egreja tinham sempre estado os restos do glorioso Marquez, pensaram em dar ao caixão a honra do logar então ocupado pelo dono: a egreja e assim o fizeram"

Em 1909 estalará a polémica pela retirada do caixão da igreja para a sacristia: "(...)Porque foi retirado o caixão do local onde estava e onde todos o podiam visitar sem andar de canto em canto em busca da tal reliquia? (...) E depois, qual foi a resolução camararia que auctorisou o sr. conego (Andrade) a fazer a mudança e a despeza em asseiar o novo local onde se diz estar agora? Não se sabe. Melhor teria sido que o liberalismo do sr. conego lhe tivesse aconselhado o não ter tirado o caixão d' onde estava, para o atirar para o lixo da sachristia." Em 7 de Novembro de 1910 a Câmara Municipal decide finalmente recolhê-lo no seu Arquivo.

Os restos mortais de Sebastião José de Carvalho e Mello serão trasladados em 1923 para a Igreja da Memória, por iniciativa do 5º Marquês de Pombal e através de uma comissão a que presidia o maçon Borges Grainha.

Em 1907, por subscrição pública, é construído o busto do Marquês de Pombal, que se encontra no Jardim Municipal da nossa Cidade.

Em 13 de maio de 1982, por ocasião do II Centenário da morte do Marquês, a Câmara Municipal de Pombal inaugurou oficialmente o único Museu mundial dedicado à figura e obra do grande estadista.

A influência de Sebastião José de Carvalho e Mello em terras de Pombal